Fantástico exibe entrevista exclusiva com Marcinho, ex-Botafogo, além de imagens antes e depois do acidente | Sistema Virtua
Notícia

Fantástico exibe entrevista exclusiva com Marcinho, ex-Botafogo, além de imagens antes e depois do acidente

Lateral-direito, atualmente sem clube, e família das vítimas concedem entrevista ao programa; jogador afirma que não havia bebido e delegado alega que velocidade era acima da máxima permitida

A virada de ano para as famílias de Marcinho e do casal Alexandre Silva Lima e Maria Cristina José Soares não foi do jeito que estavam imaginando. No último dia 30, os professores do Cefet iam jogar flores para Iemanjá na praia do Recreio – como faziam todo dia 31, mas anteciparam a data por receio de que a praia estivesse muito cheia na noite seguinte. Apesar de morarem perto, optaram por ir de carro para a praia. Depois de estacionarem, atravessavam a rua, quando foram surpreendidos por Marcinho.

O lateral-direito estava no penúltimo dia de contrato com o Botafogo e não prestou socorro para as vítimas. Pouco depois de acertar o casal, Marcinho não parou para prestar o socorro e dirigiu por mais um quilômetro até perto da casa de um amigo da família. Em entrevista exclusiva para o Fantástico (confira a matéria completa no vídeo acima), o jogador nega que tenha consumido bebida alcoólica e alegou a mesma razão que deu à polícia para não ajudar as vítimas: teve medo de ser linchado.

– Eu fiquei com medo de ser realmente linchado. Eu estava muito assustado, muito assustado. Muito vidro no olho, o carro todo quebrado, o vidro na minha cara, você entra em choque. Eu tenho a dizer que eu não ingeri bebida alcoólica.
A versão de não ter socorrido as vítimas por medo de linchamento não foi engolida pela família e nem pelo delegado que cuida do caso, Alan Luxardo. Para o advogado das vítimas, Márcio Albuquerque, não haveria a possibilidade de ele temer uma represália de quem estava na praia porque a saída do local do acidente foi quase instantânea – como é possível perceber nas imagens das câmeras de segurança

– Eu não entendi no depoimento dele, porque ele diz que já estavam juntando pessoas, mas como juntando pessoas, se ele nem parou o carro? Então como é que ele viu que estavam juntando pessoas?
Alexandre e Maria Cristina eram muito queridos entre os alunos do Cefet. A professora ajudou a criar o curso de engenharia ambiental e, apesar dos 66 anos suficiente para se aposentar, garantiu que só o faria após a formatura da primeira turma, em 2021.

Engenheiro mecânico, Alexandre era mais jovem e tinha 44 anos. Juntos há 13, o professor era muito admirado pelos alunos e filhos da esposa. Dedicados ao trabalho, aos estudos e à família, Alexandre e Cristina “se completavam” e serviam como “porto seguro” para filhos e netos.

Outras notícias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *