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Com Mourão no Lugar de Bolsonaro, Davos reúne líderes para pensar no futuro

Resumo da Noticia

De acordo com organizadores, decisão de enviar vice- presidente foi do governo brasileiro
General Hamilton Mourão participará de debate sobre o futuro de Amazônia
Reunião virtual contará com John Kerry, representante dos EUA para temas climáticos

O Fórum Econômico Mundial organiza uma reunião virtual na proxima semana com os principais lideres internacionais, na esperança de começar a recontruir a confiança e buscar um novo modelo de recuperação da economia mundial. Na lista dos lideres que confirmaram a presença, o presidente Jair Bolsonaro não faz parte.

Já o vice-presidente Hamilton Mourão particiupará de discussão sobre a proteção da Amazônia, ao lado de países como Colômbia, Costa Rica e outros representantes da região amazônica.

O evento também contará com a participação de John Kerry, o embaixador do governo de Joe Biden para temos climaticos e u um sinal de uma mudança profunda na agenda dos Estados Unidos em temas ambientais. Ele deve usar o evento para anunciar a ambição de Biden na agenda climática e deixar claro que colocará pressão internacional nesse sentido. De acordo com os organizadores, o argentino Alberto Fernadés irá apresentar os planos para seu país.

“O Brasil decidiu mandar Mourão”, disse Brende Borge, CEO do evento. ” Vamos falar sobre futuro da Amazônia”, explicou.

Segundo ele, o Brasil também estará presente com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Temos de prestar mais atenção na proteção do planeta”, defendeu Klaus Schwab, fundador do Fórum.

Para Borge, outro tema que promete aparecer é o aumento da pobreza extrema no mundo, pela primeira vez em 20 anos. Em sua avaliação, essa situação deve ser uma prioridade na América Latina. ” A região foi duramente afetada pela pandemia. Essa já era a região mais desigual do mundo e pode ficar mais desigual. Uma recuperação, portanto precisa chegar aos mais necessitados”, completou.

Para os organizadores, a esperança é de que as reuniões sirvam como base para encontros wue, depois ocorrerão no âmbito do G7,G20 e outras cúpulas.

Em 2019, Bolsonaro chamou a atenção do evento em Davos a fazer discurso de apenas seis minutos, apesar de ter obtido uma sessão completa no principal palco do evento para si.

Davos foi obrigado a mudar radicalmente seu calendário em 2021 por conta da covid19. O tradicional evento anual na estação de esqui na Suíça foi cancelado e , em seu lugar, haverá o encontro virtual na próxima semana.

Já em maio, em Cingapura, o Fórum organizará sua primeira reunião presencial.

Borge, CEO do evento e ex-ministro dass relações Exteriores na Noruega, insiste que a meta é mesmo a de buscar um fortalecimento do multilateralismo diante de um mundo polarizado.

A reunião da próxima semana será aberta pelos secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Antonio Guterres, uma das vozes que vêm alertando para a falta de cooperação existente hoje no mundo.

Tedros Gebreyesus, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), também será um dos participantes.

A agenda será fortemente marcada pela presença asiática. Em 2021, pela primeira vez, a Ásia supera o Ocidente e irá assumir 50% do PIB mundial. Nãi por acaso, a lista de participantes inclui o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, além dos lideres do Japão e da Coreia do Sul.

A Europa será representada pela chanceler Angela Merkel, da Alemanha , o francês Emmanuel Macron, o italiano Giuseppe Conte, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e Pedro Sanches, da Espanha. Entre os africanos estão confirmados os presidentes da África do Sul, Gana e Ruanda.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2021/01/18/davos-se-reune-para-pensar-o-futuro-do-mundo-com-mourao-e-sem-bolsonaro.htm

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